terça-feira, 8 de janeiro de 2008

0 Top 10: Vírus mais mortais


10. FEBRE DO NILO OCIDENTAL WEST NILE VÍRUS (WNV)1937
Originária da África, a doença demonstrou sua força a partir da década de 1990, nos Estados Unidos. A enfermidade se propaga em alta velocidade e, nos casos mais graves, causa encefalite e meningite, que levam a complicações neurológicas e à morte. A transmissão do vírus ocorre pela picada de mosquitos do gênero Culex, que se alimentam do sangue de aves infectadas. Ainda não existe cura nem vacina para a doença. A febre do nilo ocidental pode ter causado a morte de Alexandre, o Grande. No ano de 323 a.C., aos 32 anos, Alexandre morreu subitamente na Babilônia.
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9. SARS SARS-COV 2002
Também conhecida como pneumonia asiática, a SARS é a grande epidemia mais recente do planeta. Identificada pela primeira vez na cidade de Foshan, na China, a doença mostrou de cara o seu poder de disseminação: em um único dia, o governo chinês notificou 3 mil casos. De novembro de 2002 a julho de 2003, 8 098 pessoas foram contaminadas ao redor do mundo e 774 delas morreram. A epidemia de SARS na China em 2003 fez com que o volume de exportação de soja brasileira para o país caísse drasticamente, afinal as pessoas não saíam de casa e, portanto, não compravam os derivados do grão.
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8. FEBRE AMARELA VÍRUS DA FAMÍLIA FLAVIVIRIDAE 1900
O vírus da febre amarela e seu transmissor – o Aedes aegypti (o mesmo da dengue) – só foram identificados em 1900, embora já existissem casos da doença há três séculos. Não há cura para a febre amarela, mas existe uma vacina que previne a contaminação. Por isso, hoje a doença não mata como nos séculos 17 e 19 – entre 1850 e 1902, mais de 58 mil pessoas morreram só no Rio de Janeiro. No verão de 1889, uma epidemia assolou Campinas e pelo menos 75% da população local deixou a cidade. Grande parte partiu para São Paulo e ajudou a cidade a se tornar a maior do estado.
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7. SARAMPO MORBILI VÍRUS SÉCULO 10
O vírus causador do sarampo tem enorme poder de disseminação, transmitido por meio das vias respiratórias, sobretudo em espirros e tosses. Só em 1999, a doença fez quase 900 mil vítimas, principalmente na África. Depois de uma campanha mundial de combate à doença, em menos de uma década, o número de óbitos foi reduzido drasticamente – de 1999 a 2005, o número de mortes caiu 60%. A primeira descrição da doença foi feita na Europa,pelo médico árabe Ibn Razi (860-932), mas a primeira grande epidemia data dos séculos 2 e 3 d.C. no Império Romano. Em 1963, surgiu a vacina para combater a doença.
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6. FEBRE HEMORRÁGICA VÍRUS DA FAMÍLIA BUNYAVIRIDAE 1952
A medicina conhece pelo menos 14 tipos diferentes de hantavírus, agente responsável por este tipo de doença, mas o principal é o causador da febre hemorrágica com síndrome renal (HFRS). O vírus só foi descoberto na década de 1950, mas há casos datados de 1913, na Rússia. Hoje, na China, são registrados entre 40 mil e 100 mil casos por ano. De 5 a 10% dos infectados morrem. O vírus foi descoberto durante a Guerra da Coréia, quando cerca de 5 mil soldados foram vitimados pela doença. O nome hantavírus faz referência ao rio Hantaan, onde os primeiros corpos foram encontrados.
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5. AIDS HIV-1 E HIV-2 1981
O agente etimológico da aids é um retrovírus humano, denominado vírus da imunodeficiência humana ou HIV-1. Em 1986, descobriu-se uma variação que ficou conhecida com HIV-2. As células infectadas pelo HIV perdem eficiência pouco a pouco até serem destruídas. Com isso, o sistema imunológico se torna frágil e exposto a outras doenças, que geralmente causam a morte. Desde 1981, a aids já infectou cerca de 40 milhões de pessoas. No Malaui, um país da África Subsaariana, a aids mata 240 pessoas por dia e estima-se que, nos próximos dez anos, 876 mil pessoas morrerão por causa da doença.
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4. EBOLA VÍRUS DA FAMÍLIA FILOVIRIDAE 1976
Embora o número de vítimas do ebola não chegue nem perto do da gripe espanhola ou da dengue, os vírus da família Filoviridae assustam pela altíssima letalidade. Em 1976, quando foi descoberto, o ebola matou 280 pessoas no Zaire (hoje, República Democrática do Congo) em menos de um mês. Em 1995, o país foi atacado por outra epidemia, que contaminou 344 pessoas, vitimando 240 delas. Durante a epidemia de 1995, notou-se que as crianças são mais resistentes ao vírus. Apenas 9% das vítimas tinham menos de 17 anos.
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3. VARÍOLA ORTHOPOXVÍRUS VARIOLAE HÁ 3 MIL ANOS
Erradicada desde 1977, a doença até hoje não possui tratamento nem cura, só vacina. Há casos de varíola registrados há cerca de 3 mil anos tanto na China quanto no Egito. De lá para cá, a doença se espalhou pelo mundo, causando epidemias que mataram populações inteiras. No século 18, um em cada dez recém-nascidos morria na Suécia e na França. Na Rússia, um em cada sete. Quando a OMS declarou a doença extinta, todas as amostras do vírus mantidas por laboratórios foram destruídas. Mas um laboratório americano e um russo desobedeceram a ordem e conservam o vírus até hoje.
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2. DENGUE VÍRUS DA FAMÍLIA FLAVIVIRIDAE SÉCULO 18
Cerca de cem países – 2,5 bilhões de pessoas – apresentam o risco da doença. A OMS estima que surjam de 50 milhões a 100 milhões de casos todos os anos no mundo, o que resulta em 500 mil internações e 20 mil óbitos. O homem só desenvolve imunidade permanente para o tipo de vírus que contraiu. Ou seja, a pessoa pode contrair outro tipo de dengue, como a hemorrágica, muito mais perigosa. Quem transmite o vírus é exclusivamente a fêmea do mosquito Aedes aegypti. O macho se alimenta da seiva de plantas e é inofensivo ao ser humano.
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1. GRIPE ESPANHOLA INFLUENZA TIPO A, CONHECIDO COMO H1N1 1918
O vírus Influenza é o causador da mais devastadora epidemia da história. Em apenas 18 meses, entre 1918 e 1919, a gripe espanhola vitimou entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas – na época, 5% da população mundial. O foco principal da “chacina” foram as trincheiras da Primeira Guerra Mundial. A intensa migração de soldados durante os combates ajudou o vírus a se espalhar. No período mais crítico da gripe espanhola, a doença matou mais gente do que a Primeira Guerra, que teve cerca de 14,5 milhões de baixas. Em Porto Alegre, foi criado um cemitério específico para as vítimas da gripe.

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